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Marta Costa . Design de Comunicação
Pedra Filosofal e Utopia

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão

Um pouco de encontro à citação de Eduardo Galeano aprofundada numa publicação anterior, também António Gedeão nos fala de uma necessidade de progresso, aliás do sonho enquanto meio para chegar ao progresso. Equiparando o sonho com a utopia, podemos encará-los como formas que nos fazem querer mais, e que, sobretudo e fundamentalmente não nos deixam parar de caminhar, não nos permitem estagnar. Fala-nos também de uma falta de noção, como que se o Homem não se apercebesse do poder que tem em si, do poder que o sonho e a vontade de ser ou mudar pode ter em nós e no que nos rodeia. 

A meu ver penso que, pela parte dos jovens tende a existir um “contentamento” relativo ao que se passa na política do seu país, pelo pensamento (errado, a meu ver) de que a sua atitude, ou opinião nada vão influenciar. A política governa-nos e ao nosso quotidiano, e nós, enquanto jovens, enquanto cidadãos portugueses, enquanto Homens, devemos procurar e mostrar esta força que permite ao “mundo pular e avançar”, onde as possibilidades são infinitas e nós nos tornamos protagonistas desta distopia, exposta por Stephen Duncombe, em que vivemos e, se tudo correr bem, desta caminhada ao horizonte da utopia.    



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