Fonte “Seen” por Emil Kozole

A meu ver a linguagem está inteiramente ligada ao que podemos chamar de política. Ao dizer isto, refiro-me não só à linguagem que pode ser traduzida pela escrita, como aquela que é traduzida visualmente. A verdade é que a política é uma forma de linguagem que se vai moldando e elegendo a ela própria ao se direccionar a um público alvo, a uma parte específica do eleitorado. Deste modo, e a este afunilamento que a caracteriza sob uma forma de estratégia, resulta a meu ver uma variante de censura, a censura do séc. XXI. Ao haver um público alvo que não todos os portugueses, (no caso da Política de Portugal), há uma restrição de conhecimento, e consequentemente de liberdade, imposta aos que são excluídos. Assim, associei a esta temática a referência enunciada acima, uma fonte tipográfica desenvolvida por um aluno de mestrado de Design de Comunicação, Emil Kozole, que procura denunciar as intercepções que a nossa comunicação sofre. Há, deste modo, uma censura paralela, e representada pela linguagem visual que acompanha esta publicação. Algo que não conseguimos ver, algo que nos restringe e exclui de um meio e neste caso, que exclui os jovens do resto da sociedade.