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Marta Costa . Design de Comunicação
Mmuseumm 1

“I think that Mmuseumm in one way is a form of journalism—journalism through actual objects.”

Kalman



It is a six-foot-by-six-foot space in the ground-floor level of former freight elevator on Cortlandt Alley in Manhattan that Kalman and his colleagues have modified into a space for the public display of unlikely objects.

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  -  17 maio
Alfabeto utopiano, por Pedro Gilles

O conjunto de símbolos que Pedro Gilles, amigo de Thomas More e também personagem na obra de 1516, criou representam o alfabeto utopiano. Considero realmente muito interessante a linguagem que assim, se formou. 

Esta vai ser certamente uma das referências principais para a concretização do sistema relacional que irei criar relativo ao tema da Utopia e Política. Pensei que tal, poderia ser interessante, como uma forma de manter o misticismo, mistério e imaginário que estão associados a este tema. Assim, surgiria associado a outro plano, a partir do qual realizaria quase que um decifrar destes símbolos. O inicialmente nos parece incógnito e sem sentido, como muitas vezes visualizamos quer a utopia, quer a política, ganha um significado. Poderia também ser interessante, partir de uns versos da utopia, tal como o autor inicia a sua obra e a partir daí mapear as minhas reflexões e pesquisa. Deste modo, quase que criar uma imagem a partir das possibilidades gráficas do alfabeto utopiano e usá-la como gatilho.

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Peter Gilles

  -  26 março
Antítese(s) à utopia

Like Utopias, dystopias are an image of an alternative world, but here the similarities end. Dystopia is therefore less an imagination of what might be than a revealing of the hidden logic of what already is.

(…)

Criticism is also Utopia’s antithesis. If Utopianism is the act of imagining what is new, criticism, derived from the Greek words kritikos (to judge) and perhaps more revealing, krinein (to separate or divide), is the practice of pulling apart, examining, and judging that which already exists.

Stephen Duncombe, Open Utopia.

O primeiro termo que temos tendência a pensar ou associar como antítese ou paradoxo ao conceito de utopia é usualmente distopia, o que está correcto, mas a meu ver, incompleto. A verdade é que também o critiscismo, enquanto modo de exercer política é antónimo de utopia e protagonista na nossa sociedade.

Quanto ao primeiro enunciado acima, este é e representa, tal como a utopia uma alternativa, sendo porém uma idealização onde qualquer tipo de semelhança termina e simplesmente não é suposto existir. O termo dys de origem grega, significa mau, e topos, lugar - mau lugar. Há então uma organização da sociedade cujos principais motores são a opressão, sistemas totalitários ou ditatoriais e miséria. O que mais me assusta é o ser, em parte, capaz de reconhecer o que o autor nos descreve, que realmente a distopia não é uma alternativa política, pois é essa que vivemos, essa não é uma alternativa, repito, mas uma realidade. Assustador? Diria que sim. E muito.

Por outro lado, o criticismo, etimologicamente associado a Kant, procura explorar os limites da razão humana, tendo como base para tudo, a crítica. Kritikos surge-nos associado ao verbo julgar, separar e dividir. Assim, e vivendo numa sociedade onde a crítica parece não ter fim - never ending - esta “flui” e vive no que chamamos de revolução permanente.

Sugestões? Se os portugueses não acreditam na concretização de uma utopia, que ao menos caminhem na sua direcção, que ao menos nos permitam aproximar ou, neste caso, distanciar da distopia em que vivemos e somos protagonistas. Não podemos, nem devemos estagnar, nunca.

  -  25 março
Pedra Filosofal e Utopia

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão

Um pouco de encontro à citação de Eduardo Galeano aprofundada numa publicação anterior, também António Gedeão nos fala de uma necessidade de progresso, aliás do sonho enquanto meio para chegar ao progresso. Equiparando o sonho com a utopia, podemos encará-los como formas que nos fazem querer mais, e que, sobretudo e fundamentalmente não nos deixam parar de caminhar, não nos permitem estagnar. Fala-nos também de uma falta de noção, como que se o Homem não se apercebesse do poder que tem em si, do poder que o sonho e a vontade de ser ou mudar pode ter em nós e no que nos rodeia. 

A meu ver penso que, pela parte dos jovens tende a existir um “contentamento” relativo ao que se passa na política do seu país, pelo pensamento (errado, a meu ver) de que a sua atitude, ou opinião nada vão influenciar. A política governa-nos e ao nosso quotidiano, e nós, enquanto jovens, enquanto cidadãos portugueses, enquanto Homens, devemos procurar e mostrar esta força que permite ao “mundo pular e avançar”, onde as possibilidades são infinitas e nós nos tornamos protagonistas desta distopia, exposta por Stephen Duncombe, em que vivemos e, se tudo correr bem, desta caminhada ao horizonte da utopia.    

  -  23 março
Comentário/reflexão
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(…) a utopia é algo que colocamos no nosso horizonte, damos dez passos e ela afasta-se dez passos, damos mais dez passos e ela afasta-se outros dez. Mas é para isso mesmo que ela serve para nos fazer caminhar. 

Eduardo Galeano 

Acredito que perante tal força da utopia e de toda a história e relevância que lhe está inerente, existe uma terceira visão, que talvez seja aquela com que mais me identifico: a da utopia enquanto processo e caminhada. Ou seja, por outras palavras, aquela que a encara como um caminho, como um meio e curso e não somente um fim ou ideologia a realizar. Também Eduardo Galeano, atribui este significado ao conceito de utopia e, como o próprio diz, ela serve para nos fazer caminhar. 

O jornalista e escritor uruguaio, define a utopia como algo que devemos projectar e ambicionar, mas não propriamente como algo que possamos efectivamente alcançar. O autor afirma que esta deve ser colocada à altura do nosso horizonte, o que é usualmente associado ao desconhecido, misterioso ou ainda encarado como algo aparente e longínquo. Assim, esclarece que a utopia deve ser encarada como uma motivação, quase como uma meta ou objectivo que deve ser comum aos seus protagonistas - todos nós, a meu ver. Assim, a única maneira de progredirmos, é procurar aproximar-nos dez passos dessa linha do horizonte, mesmo que ela nos afaste mais dez, pois, a meu ver, é a caminhar que mais rápido ou lentamente nos aproximamos do que consideramos enquanto propósito. 

A analogia à política parece-me clara. Procurar a utopia enquanto alternativa ao criticismo que vivemos, enquanto possibilidade de melhorar e contrariar a distopia que, segundo Stephen Duncombe, nos encontramos em. Caminhar, avançar e sobretudo projectar e não parar, pois o parar pode ser confundido com o perigo intrínseco ao desacreditar!     

  -  22 março
Introdução ao tema da Utopia

Hoje, falo-vos de uma ilha cujo nome é Utopia. 

Este termo, de origem grega, é dado pela conjugaçao do “u” que representa um advérbio de negação e o termo “tópos” cujo significado é lugar. Assim, se explica a primeira associação que a maioria das pessoas fazem a esta palavra que nos surge como um neologismo no séc. XVI, em 1516 pela autoria do Humanista Thomas More. 
Deste modo, a um não lugar, associa-se uma cidade sem habitantes a sua capital Amaurota, um rio sem água denominado de Anidro e um chefe sem povo reconhecido por Adamos. 

Porém este conceito, contém, a meu ver, um duplo significado, direccionado ao geográfico-fictício e a uma forma de política, a uma alternativa talvez. Assim, a utopia representa um espaço em dois sentidos. Um primeiro espaço no qual se passou uma narrativa imaginada e narrada pelo navegador português Rafael Hitlodeu e um segundo espaço no qual se encontra com a política, talvez pela sua inicial intenção enquanto crítica à política de Inglaterra e à Europa, mas também pela sua vertente intemporal e forma de alternativa que nos faz caminhar.

Abaixo uma ilustração da Ilha Utopia, descrita por Thomas More, da autoria de Ambrósio Holbein.

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  -  20 março
Marcelo Rebelo de Sousa escreve ao “Agora”
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Marcelo Rebelo de Sousa prometeu escrever ao Agora sobre a participação dos jovens na política e na sociedade em geral. Cumpriu. Antes ainda de assumir funções no próximo dia 9. Abaixo o texto na íntegra enviado pelo Presidente da República eleito.

Sem querer ser demasiado optimista, confesso que não partilho as visões negativistas que consideram haver uma incompatibilidade radical entre os jovens portugueses - localizados entre os onze ou doze anos e os vinte e cinco, para escolher balizas tendenciais - e a política. E menos ainda entre eles e a participação em instituições da muitas vezes chamada sociedade civil.

Começando por esta, é patente o papel crescente de jovens em associações ou clubes desportivos, culturais, bandas, movimentos locais ou sectoriais - muitos deles fora da escola - , IPSS e iniciativas avulsas da sociedade civil. Não serão os mesmos clubes ou associações de outros tempos, mas a mudança é, hoje, aceleradíssima e nem o tipo de instituição nem a forma de participação podem ser idênticos.

No fundo, esta participação de que falo, mais vasta, é também política, num sentido amplo da palavra política. Da palavra e do conceito. Porque respeita à vida da polis, da comunidade como um todo. Ou seja, para mim, é patente que os jovens participam na política em sentido amplo e de forma cada vez mais importante.

O que não participam, nessa mesma exacta medida, é em organizações ou estruturas mais clássicas, que, normalmente, são identificadas com política ou poder político. Aí, sim, apesar de indesmentíveis excepções, existe um défice de participação e de interesse. Penso no poder político nacional, em partidos,parceiros económicos e sociais. Claro que há excepções apreciáveis e que o panorama já foi pior, por exemplo, no Poder Local. Mas o afastamento é ainda enorme e o desinteresse vive paredes meias com desconfiança, rejeição, abstenção não só eleitoral como de intervenção no dia a dia. Se esta minha visão tem razão de ser, por corresponder à realidade, então o que importa é ultrapassar o estrangulamento entre a participação política em sentido amplo e a participação política em sentido mais estrito. Esse salto é que se afigura urgente!

O processo já se iniciou nalgumas áreas ou sectores. No Poder Local, em novas associações ou movimentos, criados nos últimos cinco a dez anos, em determinadas actuações das juventude partidárias ou em adesões eleitorais de jovens a certas candidaturas eleitorais. Para já não falar em grupos religiosos ou de aprofundamento espiritual, determinados a acções de serviço social. Isto é, há sinais de que não estamos perante uma causa perdida. Nem o desemprego ou a emigração, que desejamos ver superados, por óbvias preocupações de justiça, podem parar o processo de luta por essa causa.

Por tudo isto eu me considero um optimista, mas optimista com os pés assentes no chão: Vamos vencer o estrangulamento na participação dos jovens na política clássica, que eles se encarregarão de ajudar a renovar em propósitos e métodos.

E espero poder, modestamente, contribuir, para que a causa tenha êxito, no desempenho das funções que me foram cometidas pelo povo português.

  -  15 março
A política e os jovens por Marta Costa

Hoje, de costas voltadas à política falo-vos. Falo-vos sob uma imagem que projecto de mim própria, uma imagem que se pode até assemelhar a algo, mas, que no final é apenas abstracta tal como a minha relação com a política. Abstracta, no sentido em que se parece com algo, assemelha-se a algo que sou ou tenho em mim, mas que, todavia, não é possível atribuir-lhe uma identidade, ou nada que se pareça como tal.
Porém, sinto que não me chamam, que, enquanto jovem a política não me procura e arrisco até dizer que exclui. Seria correcto então dizer que existe um desprezo mútuo? Possivelmente seria.
Ao meu silêncio, falado ou não, considero-o análogo a um tipo de censura moderna e inserida no século XXI, que imponho a mim própria. A verdade é que eu, e os jovens com certeza, contribuímos para tal, mas também é verdade e possivelmente estranho pensar nisso, que trabalhamos em conjunto com a política de Portugal, que cooperamos com aqueles que parecem querer prescindir dos jovens, que, apesar de portugueses, são jovens e isso, inacreditavelmente, parece ser suficiente. parece ser razão. É disto mesmo que vos falo, de uma censura causada por nós mesmos e quando digo nós, refiro-me a todos, aos portugueses e não somente aos jovens ou aos que exercem a política de mais perto, que por falta de interesse ou pela dita facilidade de não saber ou de não ter uma opinião construída é deixado para amanhã. Irónico? Os jovens de hoje, as pessoas do amanhã, deixarem um dos principais factores que orienta a sua vida para “mais tarde”? Diria que sim.
Pergunto-vos agora se são ou não capazes de reconhecer esta censura, ou por outras palavras, esta restrição de liberdade e do conhecimento que criamos e deixamos que se crie em nós? A principal diferença é que esta restrição é imposta por nós próprios, não nos permitindo ver ou entender o que, de uma maneira ou outra orienta as nossas vidas, tornando-nos intervenientes de algo público e assim seres políticos. Interrogo-me agora sobre a nossa natureza enquanto tal, enquanto seres políticos que parecem estar adormecidos, enquanto seres políticos que são denominados de “peixes mortos que seguem na corrente”, ou seguidores de um rebanho a que chamamos de liberdade.
Será isto conveniente à política? A esta política na qual os jovens se tornaram ferramentas e instrumentos de rectórica para chegar a e mobilizar eleitorado? A esta política que nos menciona, como “jovens qualificados”, sendo contraditória ao descartá-los e generalizá-los como elementos que não são assim tão qualificados para votar?
A estes jovens “tão qualificados”, é-lhes assim colocado um rótulo, o dos que não votam, o dos que preferem a abstenção, o dos que vão contra as oportunidades. Não me compete a mim e nem me proponho a tal, de decidir o que está correcto ou não, porém, o facto dos jovens não terem conhecimento de algo, não sugere que considerem que tal não existe ou que, no meu caso, não me aperceba da sua existência e impacto naquilo a que chamo de “dia-a-dia”.
Deste modo, e a esta generalização a que chamamos em coro de política, termino com uma citação intemporal e representativa desta dualidade dada pela relação ou ausência de relação entre os jovens e políticos. A verdade é que “não sabemos o que se passa e é isso mesmo que se passa…” (José y Ortega Gasset)

  -  9 março
Não sabemos o que se passa e é isso mesmo que se passa. - José y Ortega Gasset

A citação acima do filósofo espanhol, ilustra, a meu ver, bastante bem a relação entre os jovens portugueses e a política que os representa ou deveria representar.

A verdade é que ambos os pólos da dualidade referida acima, não parecem saber o que se passa, e pior, não parecem querer saber. Para além disso, o não saber e não ser procurado para vir a saber, pode ser algo que se torna imensamente assustador. Se penso que os jovens portugueses estão assustados por não saberem? Diria que não. E se penso que a política portuguesa está minimamente importada com o facto dos jovens não saberem? Repito-me, mas diria que não. 

Hoje penso que existe um exclusão pela parte dos dois, um desprezo mútuo, talvez. A política usa os jovens como ferramentas e meios de retórica para chegar e mover o eleitorado que lhe interessa, que, segundo tal, vota, que segundo tal, faz a diferença. Assim, ironicamente ou não, é pela empatia que os que excluem os jovens, chegam a parte do restante eleitorado. Dirigem-se a “jovens qualificados” que preferem a abstenção, a “jovens qualificados” que vão contra as oportunidade, a “jovens tão qualificados” que no final, nos discursos que nos procuram apelar, representam estratégias de retórica. 

E assim, sem nos procurarem a política continua a representar um grande ponto de interrogação para muitos. Deste modo, volto a repetir-me,  “não sabemos o que se passa e é isso mesmo que se passa.”

  -  7 março
A política enquanto composição

A partir do texto de Gertrude Stein, Composition as explanation, é possível estabelecer analogias e encontrar semelhanças entre uma forma de composição e o conceito de política.

São várias as expressões a partir das quais é possível criar uma ligação à política. A seguinte é exemplo disso:“(…) this is what makes different everything, otherwise they are all alike, and everybody knows it because everybody says it (…) and this makes what is seen as it is”. A meu ver, e com uma visão mais direccionada ao que é a política e às possíveis analogias, Gertrude Stein encara a composição como algo que, segundo a própria, é o que muda ou pode alterar, sendo que o resto permanece estático, imóvel e semelhante a si mesmo. Ou seja, a composição, associada ao conceito de tempo, são duas variantes que estão em constante metamorfose, sendo que para além delas, tudo permanece inalterado. Assim, e como consequência de tal, de tudo semelhante ao que já era, as pessoas criam ideias, juízos, relações e, provavelmente sem se aperceberem, criam uma visão do que a política é, neste caso, e direccionam-na aos que lhes são mais perto, inclusive os jovens. E é essa visão, que parece querer ficar na política, que apesar das mudanças ou trocas que possam haver no poder, rearranjamentos da composição dos que tomam as decisões por nós, ou do tempo que há-de passar, mas que parece não mudar. 
“(…) the way life is conducted and that authentically speaking is composition”. A política, quer queiramos ou não, é um dos principais factores que orienta a nossa vida, é um dos principais factores que toma decisões por nós e encaminha aquilo que denominamos de dia a dia, mesmo que não nos apercebamos de tal. Assim, tal como a composição, a política é dada por um conjunto de ideias, cuja morfologia vai sendo alterada e moldada pelo tempo e necessidade. 

Termino, com uma questão: até quando os jovens não vão ser parte dessa morfologia, e dessa forma a que chamamos política de Portugal? Quando terminará esta exclusão?

  -  3 março
Fonte “Seen” por Emil Kozole
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A meu ver a linguagem está inteiramente ligada ao que podemos chamar de política. Ao dizer isto, refiro-me não só à linguagem que pode ser traduzida pela escrita, como aquela que é traduzida visualmente. A verdade é que a política é uma forma de linguagem que se vai moldando e elegendo a ela própria ao se direccionar a um público alvo, a uma parte específica do eleitorado. Deste modo, e a este afunilamento que a caracteriza sob uma forma de estratégia, resulta a meu ver uma variante de censura, a censura do séc. XXI. Ao haver um público alvo que não todos os portugueses, (no caso da Política de Portugal), há uma restrição de conhecimento, e consequentemente de liberdade, imposta aos que são excluídos. Assim, associei a esta temática a referência enunciada acima, uma fonte tipográfica desenvolvida por um aluno de mestrado de Design de Comunicação, Emil Kozole, que procura denunciar as intercepções que a nossa comunicação sofre. Há, deste modo, uma censura paralela, e representada pela linguagem visual que acompanha esta publicação. Algo que não conseguimos ver, algo que nos restringe e exclui de um meio e neste caso, que exclui os jovens do resto da sociedade.

Complemento impresso
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Com Carolina Novais// Inês Silva // Inês Pires

Publicação Projecto 2
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Com Carolina Novais // Inês Silva // Inês Pires